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Vitamina B12: Tipos, Efeitos e Quando Sua Deficiência Silenciosa Impacta o Corpo e a Mente - Por Dr Jefferson Nunes

Atualizado: 5 de ago.



Vitamina B12 - Dr Jef

Vitamina B12, também conhecida como cobalamina, é uma das mais importantes do complexo B. Ela é essencial para o metabolismo celular, integridade neurológica e produção de células vermelhas do sangue. Mas o que muitos ainda não sabem é que existem diferentes formas de B12, cada uma com propriedades distintas de absorção, eficácia e aplicação clínica.

Hoje, falaremos sobre as quatro principais formas da B12 e mostraremos, com respaldo científico, como elas atuam no organismo. Além disso, vamos destacar uma área onde a deficiência de B12 pode ser devastadora se não for diagnosticada precocemente: a saúde neurológica.

Conheça as Formas da Vitamina B12 e Seus Efeitos no Corpo


Tipos de vitamina b12 - Dr Jefferson Nunes
Tipos de Vitamina B12

1. Cianocobalamina

A forma mais comum e acessível, sintética e estável, usada amplamente em suplementos e multivitamínicos. No entanto, precisa ser convertida no fígado em formas ativas para ser utilizada pelo organismo.

É indicada como suporte preventivo geral para pessoas saudáveis, especialmente em multivitamínicos de uso diário, mas pode ser menos eficiente em pessoas com doenças hepáticas, renais ou genéticas (como MTHFR).

“Apesar de sua estabilidade, a cianocobalamina pode apresentar menor eficácia em pacientes com distúrbios hepáticos ou alterações genéticas como a mutação MTHFR.”O’Leary & Samman, Nutrients (2010)

2. Metilcobalamina

A forma ativa da B12 no plasma, diretamente envolvida nos processos de metilação do DNA e no metabolismo da homocisteína. Sua absorção é mais rápida e sua ação mais eficaz em tratamentos neurológicos.

É especialmente recomendada em casos de fadiga crônica, depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista, neuropatias, dores nervosas, zumbido no ouvido e degeneração do nervo óptico.

“A metilcobalamina demonstrou superioridade clínica no tratamento de neuropatias periféricas, especialmente quando comparada à cianocobalamina.”Okuda et al., Journal of Neurological Sciences (1991)

3. Hidroxocobalamina

Derivada de fontes naturais, é mais utilizada em injeções intramusculares. Tem melhor retenção no organismo e costuma ser a forma preferida em casos de deficiência grave ou intoxicação por cianeto.

É indicada em situações como anemia perniciosa, deficiência severa de B12 com sintomas neurológicos graves, uso prolongado de metformina, pacientes com alcoolismo crônico ou tabagismo, além de ser usada no tratamento de envenenamento por cianeto.

“A hidroxocobalamina apresenta uma meia-vida mais longa e é frequentemente usada em terapias prolongadas.”Delva, Canadian Family Physician (1999)

4. Adenosilcobalamina

Forma ativa da B12 nas mitocôndrias, essencial para o metabolismo energético e o funcionamento adequado das células.

Indicada principalmente para distúrbios mitocondriais, fadiga mitocondrial, doenças metabólicas genéticas como acidemia metilmalônica, além de ser útil em pessoas com síndrome da fadiga crônica ou alterações metabólicas de origem desconhecida.

“Deficiências de adenosilcobalamina estão associadas à acidemia metilmalônica, condição que afeta a produção de energia celular.”Depeint et al., Molecular Aspects of Medicine (2006)

Quando a Falta de B12 Grita em Silêncio: O Sistema Nervoso é o Mais Afetado

A deficiência de vitamina B12 é muitas vezes subdiagnosticada, principalmente porque os sintomas iniciais são vagos: cansaço, irritabilidade, formigamentos, lapsos de memória. Mas o prejuízo pode ser duradouro.

A B12 é essencial para a produção de mielina, a “capa protetora” dos neurônios. Quando ela falta, a comunicação entre os nervos fica comprometida, e isso pode causar:

  • Neuropatia periférica (formigamento e dormência)

  • Perda de memória

  • Transtornos de humor e depressão

  • Demência reversível (quando tratada a tempo)

  • Dificuldade de equilíbrio e marcha

“A deficiência de B12 pode causar distúrbios neurológicos irreversíveis mesmo em pacientes com níveis séricos considerados normais.”Stabler, New England Journal of Medicine (2013)

Quem Corre Maior Risco de Deficiência de Vitamina B12?

  • Vegetarianos e veganos (B12 só é encontrada naturalmente em alimentos de origem animal)

  • Idosos (menor acidez estomacal reduz absorção)

  • Pacientes bariátricos ou com distúrbios gastrointestinais

  • Usuários crônicos de metformina e omeprazol

  • Portadores de anemia perniciosa ou mutações genéticas (como MTHFR)

Comparativo: Empregabilidade Clínica das Formas de Vitamina B12

Forma da B12

Atividade Biológica

Via Principal

Indicações Comuns

Cianocobalamina

Precisa ser convertida

Oral ou IM

Suplementação preventiva geral, carência leve, uso contínuo em multivitamínicos

Metilcobalamina

Ativa (plasma)

Sublingual ou IM

Neuropatias, depressão, autismo, zumbido, degeneração óptica, MTHFR

Hidroxocobalamina

Alta retenção

Injetável

Anemia perniciosa, deficiência grave, intoxicação por cianeto, alcoolismo, tabagismo

Adenosilcobalamina

Ativa (mitocôndrias)

Oral (menos comum)

Doenças mitocondriais, acidemia metilmalônica, fadiga celular, alterações metabólicas

Conclusão: Suplementar B12 é Bom, Mas Saber Qual Forma Usar é Essencial

Nem toda vitamina B12 é igual. Isso pode ser o divisor de águas entre a eficácia clínica e um tratamento ineficiente. Pacientes com sintomas neurológicos, fadiga inexplicável ou transtornos do humor devem ser avaliados com atenção para possíveis carências, mesmo quando exames laboratoriais estiverem "dentro do normal".

A escolha entre cianocobalamina, metilcobalamina, hidroxocobalamina ou adenosilcobalamina deve ser guiada por um profissional de saúde com base no quadro clínico, estilo de vida e histórico do paciente.

Referências Científicas

  1. O’Leary, F., & Samman, S. (2010). Vitamin B12 in health and disease. Nutrients, 2(3), 299–316. https://doi.org/10.3390/nu2030299

  2. Okuda, K. et al. (1991). Methylcobalamin treatment of peripheral neuropathy. Journal of Neurological Sciences.

  3. Delva, M. D. (1999). Hydroxocobalamin for vitamin B12 deficiency. Canadian Family Physician, 45, 103–108.

  4. Depeint, F. et al. (2006). Biochemical pathways of cobalamin in mitochondrial function. Molecular Aspects of Medicine.

  5. Stabler, S. P. (2013). Vitamin B12 Deficiency. New England Journal of Medicine, 368(2), 149–160. https://doi.org/10.1056/NEJMcp1113996

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